Os Céticos do Metano e da Extinção: O Novo Desafio Das Alterações Climáticas

Os Céticos do Metano e da Extinção: O Novo Desafio Das Alterações Climáticas


Os novos céticos na ciência climática estão em negação na questão do metano e da extinção. Como podemos ultrapassar a negação. Já foi um desafio ultrapassar a campanha de negação do aquecimento global; as pessoas não querem ouvir sobre extinção no nosso tempo de vida… E quanto aos governos? Não se pode fazer negócio e promover uma economia baseada no consumo e a guerra quando a possibilidade de extinção está nas noticiário. Como vamos dar a volta a esta? O gelo do Ártico está a derreter e vai desaparecer completamente em entre 1 a 3 anos. As emissões de CO2 estão a aumentar em vez de diminuir. O Aquecimento Global tem um “Fugidío” anexado agora. Como vamos apanhá-lo?

Uma compilação com algumas das referências mais interessantes na ciência e Internet:
Peter Sinclair, Greenmanstudios; David Wasdell, Appolo-Gaia Project; Prof. Kevin Schaefer; Professor Martyn Poliakoff – Periodic Videos; James Hansen; Supreme Master Ching Hai; Peter Ward; Jason Box; Dra. Natalia Shakhova; Dr. Igor Semiletov; Thom Hartmann, entre outros…

Segue em baixo a transcrição do vídeo traduzida para português:

Quando a realidade parece muito difícil de enfrentar, batemos em retirada com mecanismos de defesa. Havia a garota que sempre explicava que ela na realidade não queria algo após ela descobrir que não poderia obtê-lo. Ela era de duas caras. O seu mecanismo de defesa era a racionalização. Ele viu a doença como uma saída. Uma saída para trás, é verdade, mas uma saída. Quando era hora de trazer a madeira, as pernas doíam-lhe. Quando a neve caiu algo se passou com o seu braço. E ele adorava a atenção que recebia. Seu mecanismo de fuga foi o fingimento. O Exército chama-lhe “gold-bricking”. Ele se identificou com um campeão de pesos pesados. Cada luta que o campeão venceu, ele venceu. Cada soco que o campeão levou, ele levou. E ele aguentava-se. O seu mecanismo de fuga foi a identificação com outra pessoa. Ela pensou que se fizesse de conta que uma coisa não estava lá, poderia desaparecer. Se você fingisse que algo não tivesse acontecido, talvez não tivesse. Se você escondesse a verdade, talvez viesse a revelar-se sendo uma mentira. O seu mecanismo de fuga era a supressão. Você experiencia mecanismos de defesa enquanto assiste o vídeo seguinte? Vamos contar em decrescente desde cinco. Em que número eles aparecem?

Este pedaço de gelo pode parecer muito banal à primeira vista, mas, acenda-lhe um fósforo e algo surpreendente acontece. Conforme relatado na edição de ‘The Atlantic’ deste mês, chama-se “hidrato de metano”, e, na verdade, não é incomum de todo. De fato, existem mais de 100,000 triliões de pés cúbicos daquilo na Terra. Em termos de volume, que é como o tamanho do mar Mediterrâneo, e tem uma capacidade de energia maior do que todo o carvão, petróleo e gás natural na Terra combinados. E enquanto o metano queima limpinho, o metano não queimado é um potente gás de efeito estufa, e se escapa pode ser devastador para o meio ambiente.

[Peter Sinclair, Greenman Studios] Você talvez se lembre que em 2007 houve um grande estudo que saiu deste grupo chamado Painel Intergovernamental para a Mudança Climática e eles olharam para modelos de computador de quão rapidamente o gelo do Ártico iria desaparecer, e no início de 2007, isto é o que eles nos estavam a dizer. Que iríamos ver uma queda gradual no mínimo de gelo do Ártico, descendo provavelmente para onde ainda teríamos uma boa quantidade de gelo restante no ano de 2100, no pior caso, talvez em 2070 veríamos águas abertas … ..no Ártico durante o Verão. Naquele mesmo ano, vimos nas observações reais, uma enorme queda no gelo do Ártico, e essa queda continuou de modo que, em 2012, isto é agora onde estamos.

[David Wasdell, Apollo Gaia Project] Quanto mais rápido aquece, mais vapor de água. Quanto mais vapor de água, mais rápido aquece. Quanto mais rápido aquece, menos gelo. Quanto menos gelo, menos reflexão e mais rápido aquece. Você começa a ficar com a ideia? Tem que ser uma curva descendente no que chamamos de “decaimento exponencial”. E se você projetar essa linha no futuro, como foi feito neste particular … … conjunto de equações e entendimento da perda de massa de gelo do Ártico, então, mais uma vez, mostra zero gelo a flutuar no Oceano Ártico pelo final do Verão de 2015.

A temperatura média do mundo subiu apenas 1ºC, mas lá em cima no Ártico subiu 5ºC … O espelho que está no topo do mundo vai desaparecer. Não vai desaparecer no Inverno, mas o sol não está a brilhar sobre ele durante o inverno, logo … o que importa é o horário de Verão. Um dos principais efeitos que isto tem é que, quando todas estas áreas no norte estão cobertas de neve branca e gelo refletores, ressalta a maioria da energia solar para fora; ressalta-a de volta para o espaço. Mas quando estamos a ver mais e mais água aberta, solo escuro e superfícies escuras, então a energia solar tende a ser absorvida; assim, em vez de refletir 90% de toda a energia, está a absorver 90% de toda a energia, então … isto é o que os cientistas chamam de feedback positivo, e eles não querem dizer que é bom. Não é uma coisa positiva para nós, é mais como um ciclo vicioso. Mais calor significa menos gelo e menos gelo significa mais calor e apenas continua numa espiral e é isso que estamos a ver no Ártico.

[Prof. Kevin Schaefer] Aaah, permafrost! Aqui está. Terra congelada. A permafrost derrete; a matéria orgânica da permafrost derrete também e começa a decompor-se, os microorganismos começam a comê-la. Se não há oxigénio, os microorganismos fazem metano.

[Professor Martyn Poliakoff – Periodic Videos, youtube] Portanto, isto é metano. Um carbono com quatro hidrogénios à volta. CH4. O metano é o composto mais simples de carbono e hidrogénio. E é uma molécula extremamente disseminada em todo o mundo. É a base do chamado “gás natural”, o gás que se encontra fundo na Terra e o qual se pode perfurar e recuperar. É usado para aquecimento e energia em todo o mundo. Também é formado quando o material das plantas se decompõe. Se você tem um charco, um lago pequeno, e material de plantas cai lá dentro e decompõe-se no fundo, se você enfiar uma vara, bolhas de gás vêm para cima. Se você coletar esse gás pode de facto acendê-lo com um fósforo e ele arde, e eu fiz isso quando era mais jovem. O metano, quando passa para a atmosfera, comporta-se como o dióxido de carbono porque ele pode absorver a radiação, radiação infra-vermelha, e causar aquecimento global. E ele absorve a radiação pelas vibrações das ligações carbono-hidrogénio, nas vibrações quando elas esticam e também quando … vibram; chamadas de vibrações tesoura. O metano de facto absorve radiação de modo muito mais forte que o dióxido de carbono na atmosfera, mas o seu tempo de vida, a vida da molécula na atmosfera, é mais curto, porque, eventualmente, reage com o oxigénio e se transforma em dióxido de carbono.

[James Hansen] Há efeitos potencialmente irreversíveis no derreter do gelo do mar. Se começar a permitir que o Oceano Ártico aqueça e que aqueça o fundo do oceano, então vai começar a libertar hidratos de metano.

[Supreme Master Ching Hai] De acordo com Dr. Hansen, o nosso planeta está num caminho perigoso para passar um ponto de não retorno irreversível, com consequências desastrosas. Este … permafrost em derretimento, por sua vez, liberta gás metano tóxico, resultando em mais aquecimento da atmosfera. As razões porque os cientistas estão agora voltando as atenções para o metano é que a pesquisa mostrou que este gás tem uma capacidade de aquecimento 100 vezes maior do que o CO2 nos primeiros 5 anos. É muito lógico, cientificamente falando ou não.

[Peter Ward] O metano é muito pior do que o dióxido de carbono. Está inerte agora no solo, não está a afetar ninguém de nenhuma forma. Quando você o aquece torna-se gás, e então começa a agir imediatamente como um gás de estufa, logo, esta é uma ameaça imediata e de muito curto prazo para a civilização planetária.

[Jason Box] Isso é provavelmente o maior problema que enfrentamos. A elevação do nível do mar também é um grande problema, um muito caro de administrar, mas … a libertação de metano a partir da tundra, uma vez que se põe em curso, chegamos a um ponto em que perdemos a opção de ter uma estratégia eficaz de mitigação.

[Dra. Natalia Shakhova, Centro de Pesquisa Internacional do Ártico] Cerca de oito anos atrás começámos a estudar a Placa Continental do Ártico na Sibéria Oriental, e, na verdade, temos vindo a estudá-la durante os últimos oito anos continuamente, ano após ano, realizando uma a duas expedições por ano. Os hidrocarbonetos que são produzidos dentro da cortina sedimentar foram selados o que impediu o metano de escapar para a atmosfera. É por isso que estamos a dizer que esta deve ser a maior reserva de hidrocarbonetos de todas. O metano na atmosfera, a quantidade total de metano na atmosfera de carbono, é de cerca de 5 Gigatoneladas. A quantidade de carbono conservada sob a forma de metano na placa continental Siberiana do Árctico, é aproximadamente de centenas a milhares de Gigatoneladas. E, claro, apenas um por cento desse montante é necessário para duplicar a carga atmosférica de metano. Para desestabilizar um por cento desta reserva de carbono, acho que não é necessário muito esforço, considerando o estado do permafrost e a quantidade de metano atualmente envolvida, porque o que divide este metano da atmosfera é uma coluna de água muito rasa e uma permafrost a enfraquecer, que está a perder a sua capacidade para servir como vedante. Não a qualquer momento, eu acho que … A qualquer momento soa como pode acontecer hoje, pode acontecer amanhã, depois de amanhã … [Igor Semiletov] Pode acontecer a qualquer momento. – Você acha? – Eu estou pessimista. – O Igor está muito convencido, porque ele passou muito tempo lá. … e onde o gelo do mar devia ter cerca de 2 metros de espessura, tinha 40 centímetros de espessura. Isso significa que todos os processos servem a desestabilização; todos, o gelo do mar, a coluna de água, as correntes a aumentarem, com as correntes quero dizer o movimento da água sob o gelo do mar tem aumentado … tudo parece tão anómalo; mesmo a partir de nossa experiência destes 10 anos, tudo parece anómalo, e é isso que o faz … pensar que … fazendo-o pensar que … … o pior pode acontecer. – Não podemos excluir isso. Talvez seja de 5%, talvez seja menos, mas não podemos excluir, porque … – Em poucas palavras, não gostamos do que vemos lá. Absolutamente não gostamos.

A Extinção em Massa do Permiano é, em essência, é apenas a maior crise que a vida na Terra já sofreu. Pelo final da Extinção em Massa do Permiano, 95% de toda a vida no planeta estava morta. E por que é que isso é importante hoje? Porque hoje uma sexta extinção está em curso. Uma que vai testar a sobrevivência não apenas da civilização humana, mas possivelmente da própria espécie humana. E tem uma semelhança horrível a vários eventos anteriores derivados de aquecimento global, como a Extinção em Massa do Permiano. Durante a Extinção em Massa do Permiano, gases de efeito estufa foram libertados por erupções vulcânicas numa área que é chamada hoje de Armadilhas da Sibéria. Estas, juntamente com o calor do fluxo da própria lava, aqueceram a atmosfera da Terra em, pelo menos, 6ºC. Esse tanto de aquecimento global causou um número de baixas enorme nos animais terrestres e plantas mas, muito pior, aqueceu os oceanos o suficiente para que o metano, congelado sob o mar profundo, derretesse e fosse libertado para a atmosfera. Essa enorme libertação de metano, um poderoso gás de estufa, praticamente duplicou o nível de aquecimento global e matou mais de 95% de toda a vida tanto na terra como no mar.

Olhe para isto. Numa questão de … … dias, poucos dias, temos esta enorme área, olhe para isto, quase a explodir em metano. A única maneira que isso é possível é pelo derretimento de hidratos de metano. É simplesmente a única explicação. [Níveis de metano] [Mar de Laptev] Muitos de nós recusam-se a encarar a realidade.

Muitos de nós tentam fugir, escapar aos nossos deveres e identidades, aos nossos rostos e às nossas famílias, mas todas estas coisas permanecem. Todas as realidades permanecem, sempre que deixamos os nossos sonhos e voltamos para o mundo real.

Cientistas Russos Excluídos de Apresentar Pesquisas Observacionais Enquanto o Director da NASA Goddard Procura Desacreditá-los

Cientistas Russos Excluídos de Apresentar Pesquisas Observacionais Enquanto o Director da NASA Goddard Procura Desacreditá-los

Excerto da introdução à re-publicação deste artigo sobre a exclusão de cientistas russos pela Royal Society, por Robin Westenra no seu blog Seemorerocks

A nossa própria Royal Society está entre os piores. Kevin Hester teve a sua própria experiência:

“Eles organizaram a “Semana da Ciência”, onde eu tive o meu ………… ‘Run-in” com Sir Peter Gluckmann, A simples menção de hidratos de metano” provocou o “olhar fixo de morte” do chefe dos governos para a Ciência. Tire as suas próprias conclusões “. – Kevin Hester

Nos 26 anos desde a criação do IPCC, estetem nos avisado para reduzirmos as emissões de CO2 e não o fizemos. Existem mais de 1000 centrais a carvão a serem planeadas no mundo inteiro e nada irá fazê-los parar. - Kevin Hester
Nos 26 anos desde a criação do IPCC, estetem nos avisado para reduzirmos as emissões de CO2 e não o fizemos. Existem mais de 1000 centrais a carvão a serem planeadas no mundo inteiro e nada irá fazê-los parar. – Kevin Hester

Cientistas Russos Excluídos de Apresentar Pesquisas Importantes Enquanto o Director da NASA Goddard Tenta Desacreditar Pesquisa Científica Observacional

Envisionation,
05 de Outubro de 2014
Na sequência do meu post recente sobre a tentativa do Dr. Gavin Schmidt de classificar como lixo a pesquisa de cientistas russos, liderados pela Dra. Natalia Shakhova e o Dr. Igor Semiletov, agora surge que estes últimos nem foram sequer convidados para a reunião de alto perfil na Royal Society.

O evento, realizado há duas semanas, ainda está a causar polémica para além do twittar negativo pelo Director da NASA Goddard, Dr. Gavin Schmidt. Schmidt focou a sua apresentação no desacreditar do trabalho dos russos, usando modelos teóricos, sem experiência em metano, ou dados credíveis. O resultado final é que a equipe russa compôs uma carta ao Presidente da Royal Society, Sir Paul Nurse, pedindo uma oportunidade para apresentar as suas descobertas, incluindo as contribuições de mais de 30 cientistas que trabalham na região há mais de 20 anos.

Um dos maiores triunfos de longa data da comunidade científica tem sido um compromisso com a análise apolítica de pesquisa importante. Todos nós sabemos que existem tensões geopolíticas entre a Rússia e o Ocidente, mas estarão estes agora a fazer uma entrada indesejada numa área que poderia colocar um enorme risco para a humanidade em geral?

O risco de libertações em grande escala do gás de efeito estufa mortal, metano, da Placa Continental do Ártico da Sibéria Oriental (East Siberian Arctic Shelf (ESAS)) pode ser um tema de debate na comunidade científica, mas para excluir propositadamente um lado do debate e denunciar abertamente os seus resultados não apenas imoral, é imprudente.

A carta, assinada por Semiletov e Shakhova em nome de mais de 30 cientistas, anuncia ao Presidente da Royal Society que a evidência mostrada pelo Dr. Schmidt (baseada no trabalho do Dr. David Archer) é puramente teórica e que, apesar de ambos serem modeladores do clima muito qualificados, nenhum deles tem experiência em metano ou na área em questão, A Placa Continental do Ártico da Sibéria Oriental.

Enquanto a reunião estava a decorrer, uma expedição estava em progresso na ESAS, com mais de 80 cientistas russos e suecos. Então, por que é que esses cientistas ocidentais de alto perfil tentam desacreditar um grande e crescente corpo de pesquisa? É uma pergunta difícil de responder, mas a intenção é certamente evidente.

É uma questão que merece toda a nossa preocupação se implicar um risco de devastação ambiental que emane de qualquer região do mundo. O sistema Terra não reconhece a soberanias ou interesses nacionalistas. A colaboração internacional e o respeito são essenciais se quisermos entender as mudanças que estão a acontecer como resultado da mudança climática feita pelo homem. A Terra está a aquecer e muitos feedbacks [retroacção] do aquecimento, como a libertação de metano, não são totalmente compreendidos, mas sabe-se que causaram mudanças enormes no clima global.

A divisão entre o campo de modelagem climática e os cientistas que realizam a pesquisa observacional é completamente sem sentido. Parece perfeitamente lógico que os dados recolhidos por um grupo deverá ser utilizado pelo outro, a fim de tornar os modelos mais precisos. Se os modelos climáticos não têm base na realidade, então como podemos nós confiar na sua fiabilidade?

O desprezo demonstrado pelo Dr. Schmidt para com os seus colegas internacionais deveria agora ser posto de lado e as portas da Royal Society abertas para permitir que a equipe russa apresente as suas descobertas. É de todo o interesse que assim aconteça, logo, Sir Paul, passo-lhe a si …

Autor: Nick Breeze

(Outros vídeos da Dra. Shakhova, inclusive um legendado em Português, no fundo desta publicação)

Carta da Dra. Shakhova e do Dr. Semiletov ao Sir Paul Nurse:

04 de Outubro de 2014
Por correio e e-mail

Caro Sir Paul Nurse,

Estamos satisfeitos por a Royal Society reconhecer o valor da ciência do Ártico e ter sediado uma importante reunião científica na semana passada, organizada pelo Dr. D. Feltham, o Dr. S. Bacon, o Dr. M. Brandon, e o Professor Emérito J. Hunt (https://royalsociety.org/events/2014/arctic-sea-ice/).

Os nossos colegas e nós temos estado a estudar a Placa Continental do Ártico da Sibéria Oriental [East Siberian Arctic Shelf (ESAS) há mais de 20 anos e temos conhecimento detalhado de observação das mudanças que ocorrem nesta região, como documentado por publicações em revistas de topo como a Science, a Nature e a Nature Geosciences. Durante estes anos realizámos mais de 20 expedições, em todas as estações do ano. que nos permitiram acumular um conjunto amplo e abrangente de dados consistindo em dados hidrológicos, biogeoquímicos e geofísicos, e proporcionando uma qualidade de cobertura que é difícil de alcançar, mesmo em áreas mais acessíveis dos Oceanos do Mundo.

Até o momento, somos os únicos cientistas que possuem dados observacionais de longo prazo em metano na ESAS. Apesar de peculiaridades na regulação que limitam o acesso de cientistas estrangeiros na Zona Económica Exclusiva da Rússia, onde a ESAS está localizada, ao longo dos anos temos recebido cientistas da Suécia, EUA, Holanda, Reino Unido e outros países para trabalharem ao nosso lado. A grande expedição internacional realizada em 2008 (ISSS-2008) foi reconhecida como o melhor estudo biogeoquímico do Ano Polar Internacional (2007-2008). O conhecimento e a experiência que acumulámos ao longo destes anos de trabalho lançaram as bases para uma extensa expedição Russo-Sueca a bordo do I/B ODEN (SWERUS-3), que permitiu a mais de 80 cientistas de todo o mundo colherem mais dados desta área única. A expedição foi concluída com sucesso apenas alguns dias atrás.

Para nossa consternação, não fomos convidados a apresentar os nossos dados na reunião da Royal Society. Além disso, esta semana descobrimos, através de um resumo Storify no twitter (divulgada pelo Dr. Brandon), que em vez foi o Dr. G. Schmidt convidado para discutir a questão do metano e explicitamente atacou o nosso trabalho utilizando o modelo de outro estudioso, cujo esforço de modelagem é feito com base em pressupostos teóricos não testados que não têm nada a ver com observações na ESAS. Enquanto o Dr. Schmidt tem experiência em modelagem climática, ele não é um especialista nem em metano nem nesta região do Ártico. Ambos os cientistas, portanto, não têm nenhum conhecimento observacional sobre metano e os processos associados nesta área. Lembremo-nos que o vosso lema “Nullus em verba” foi escolhido pelos fundadores da Royal Society para expressar a sua resistência ao dominação da autoridade; o princípio assim expresso exige que todas as reivindicações sejam apoiadas por fatos que tenham sido estabelecidos pela experiência. Em nossa opinião, não só as palavras mas também as ações dos organizadores traíram deliberadamente os princípios da Royal Society tal como expressos pelas palavras “Nullus em verba”.

Além disso, gostaríamos de destacar a parcialidade Anglo-Americana na lista de apresentadores. É preocupante que o conhecimento científico russo estava em falta e, portanto, marginalizado, apesar de uma longa história de notáveis ​​contribuições da Rússia para a ciência do Ártico. Sendo cientistas russos, acreditamos que o preconceito contra a ciência russa está a crescer devido a divergências políticas com as ações do governo russo. Isso restringe nosso acesso a revistas científicas internacionais, que se tornaram extremamente exigentes quando se trata de publicação de nosso trabalho em comparação com o trabalho dos outros sobre temas semelhantes. Temos consciência de que os resultados de nosso trabalho podem interferir com os interesses cruciais de algumas agências e instituições poderosas; no entanto, acreditamos que não era a intenção da Royal Society permitir que considerações políticas passem por cima da integridade científica.

Entendemos que pode haver debate científico sobre este tema crucial pois relaciona-se com o clima. No entanto, é parcial apresentar apenas um lado do debate, o lado com base em pressupostos teóricos e de modelagem. Em nossa opinião, foi injusto impedir-nos de apresentar os nossos dados com várias décadas, dado que mais de 200 cientistas foram convidados a participar em debates. Além disso, estamos preocupados que os procedimentos da Royal Society neste encontro científico virão a ser desequilibrados a um grau inaceitável (que é o que tem acontecido na mídia social).
Consequentemente, solicitamos formalmente a igualdade de oportunidades para apresentar os nossos dados perante vocês e outros participantes desta reunião da Royal Society sobre o Ártico e que vocês, como organizadores, abstenham-se de produzir quaisquer procedimentos oficiais antes de nós sermos autorizados a falar.

Sinceramente,
Em nome de mais de 30 cientistas,

Natalia Shakhova e Igor Semiletov

Vídeos da Natalia Shakhova sobre as erupções de metano no Mar do Ártico e Permafrost Siberiana

Qual a evidência científica de libertação de metano no Ártico?

Qual a evidência científica de libertação de metano no Ártico?

Qual a evidência científica quanto à existência e libertação de hidratos de metano do leito do Oceano Ártico?

Níveis Atmosféricos Globais de Metano. A 30 de Agosto de 2014 foram registados 1838 partes por bilião (ppb) demetano a 24.000 pés de altitude (7,5 km). Um número muito superior às médias de 2000-2007 e 2012-2013.
Níveis Atmosféricos Globais de Metano. A 30 de Agosto de 2014 foram registados 1838 partes por bilião (ppb) demetano a 24.000 pés de altitude (7,5 km). Um número muito superior às médias de 2000-2007 e 2012-2013.

Peter Wadhams, professor de Física dos Oceanos e director do Grupo de Física dos Oceanos Polares (Polar Ocean Physics Group) no Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica da Universidade de Cambridge, entrevistado por Nick Breeze, é uma referência interessantíssima no assunto do aquecimento global e alterações climáticas, especialmente no que diz respeito ao Ártico e metano. Ele esclarece a situação e acrescenta implicações para a humanidade e sustentabilidade do planeta. A entrevista está legendada em português cuja tradução e publicação foi iniciativa da www.NOVACOMUNIDADE.org – O MODELO COOPERATIVO FAMILIAR. Um canal youtube que promete compensar a subscrição.

A transcrição da entrevista será também copiada neste post, para aqueles que preferem ler, assim que disponível. É interessante no mínimo,ouvir um professor com tal historial de carreira falar-nos assim sobre o futuro próximo a humanidade.


Transcrição do vídeo:

Entrevista a Peter Wadhams, Professor de Física dos Oceanos, e Chefe do Grupo de Física do Oceano Polar no Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica da Universidade de Cambridge. Pode explicar o impacto que a libertação de 50 gigatoneladas de metano teria sobre a atmosfera e quais seriam os efeitos para a vida na Terra e para a Humanidade em particular? Num artigo para a “Nature” nós modelámos o efeito duma libertação de 50 gigatoneladas e convertendo o metano no dióxido de carbono equivalente e olhando para o que isso faz ás temperaturas globais descobriu-se que as temperaturas globais aumentavam até a um máximo de cerca de 0,6 graus e isso seria alcançado 20 anos depois da libertação e assumimos que a libertação ocorreria ao longo de 10 anos. Que 20 anos depois da emissão começar as temperaturas teriam aumentado 0,6 graus. E isso é uma adição bastante substancial para o aquecimento global. Existem pesquisas que mostrem que estamos a caminho duma tão grande libertação de metano? E se a resposta for sim, na sua opinião quão sólidas são essas pesquisas? As pesquisas sólidas que mostram que a libertação está a acontecer, do trabalho que o grupo americano e russo da Universidade do Alaska Pacific Oceanografic Lab tem vindo a fazer todos os verões no mar siberiano, está mostrando que a cada ano estamos vendo cada vez mais e mais emissões de metano no fundo do mar e que atingem a superfície porque a água é rasa, com uma profundidade de cerca de 70 metros, já vimos muitas fotos, filmes, e dados a partir deles mostrando essas emissões. E no próximo ano vamos juntar-nos a eles para continuar a fazer esse trabalho. Então, existe evidência sólida das emissões de metano do fundo do mar raso e também existe evidência sólida de emissões nas águas profundas em Spitsbergen mas aí o metano tem tempo para se dissolver na água durante a subida portanto não é diretamente libertado na atmosfera, enquanto que o metano das aguas rasas é. Então isso é bastante sólido. A questão da quantidade é a pergunta mais difícil porque olhar para o atual ritmo de emissões e para o conteúdo de hidratos de metano nos sedimentos é o que permite estimar quanto metano irá ser libertado num futuro derretimento de sedimentos devido a um aumento da temperatura das aguas. E neste momento para essas estimativas temos que confiar no trabalho que tem vindo a ser feito por Natalia Shakhova e Igor Semiletov. Eles tem um conhecimento especializado das condições do leito marinho e foram eles que estimaram as 50 gigatoneladas. Então esse valor pode ser revisto para cima ou para baixo se mais trabalhos futuros forem feitos nessa área.

Pensa que a civilização poderia sobreviver a uma libertação de 50 gigatoneladas de metano?

Não, não penso que consiga. Se olharmos para as atuais previsões de aumento do aquecimento global o que é um bocado estranho é o facto das projeções institucionais – mesmo as mais cautelosas produzidas pelo IPCC – ainda nos dão cerca de 4 graus de aquecimento até ao final do século. E 2 graus foi o numero tomado arbitrariamente como o nível a partir do qual coisas desagradáveis acontecerão – não sei porque 2 graus mas… –

e esses 2 graus serão alcançados no meio do século, e 4 graus no final do século. Então, as pessoas que calculam o que 4 graus fariam para a produção de alimentos, para a morte de florestas, para a aceleração do aquecimento devido á entrada de vários feedbacks extras… a conclusão geral é bastante medonha: que se tivermos um aquecimento de 4 graus acontecerá o colapso da civilização porque o mundo não vai de forma alguma conseguir sustentar nem de perto nem de longe a sua atual população por isso seria o caos, guerras…

A coisa estranha é que isso está previsto nos relatórios do IPCC… Preveem um aquecimento de 4 graus até ao final do século mas em nenhum lado eles afirmam que 4 graus seria uma catástrofe economicamente e socialmente para o planeta. E agora com este metano do Ártico estamos simplesmente adicionando outro elemento de aquecimento mesmo que seja apenas uma adição de 0,6 isso adianta a data em que aconteceria um aquecimento catastrófico em talvez 20 anos. Por isso iremos entrar num estado em que o ritmo de aquecimento nos está dando algo que levará a sociedade a colapsar e iremos entrar nesse estado mais rapidamente por causa das emissões marítimas.


Bolhas Azul-Pálido, Invadem, Congelam, Depois Desaparecem

Bolhas Azul-Pálido, Invadem, Congelam, Depois Desaparecem
Hidratos de metano libertam-se com o aumento da temperatura pelo aquecimento global
Bolhas de metano em Alberta, Canadá, são um fenómeno similar aos hidratos de metano que se libertam no Ártico ao largo da Sibéria. Cientistas pensam que esta libertação de metano é uma consequência do aumento da temperatura devido ao aquecimento global.

É um lago, sim. Mas também é uma bomba. Essas bolhas azul pálidas, empilhados como panquecas a boiar na parte inferior desta fotografia? São incrivelmente bonitas, sim, mas podem ser perigosas.
São bolhas de gás, pequenos soluços de metano que parecem mágicos quando estão presos no gelo do inverno, mas vindo da Primavera, essas bolhas vão se libertar, ficar à solta, e como uma armada de discos voadores de águas profundas, elas vão fazer o seu caminho para a superfície. Quando o gelo se quebrar elas vão rebentar e silvar para o ar – e desaparecer.

Excepto que elas na realidade não desaparecem. Assim que atingem o ar, bolhas de metano criam problemas. Quantos problemas depende de quantas bolhas são libertadas por todo o planeta. Só neste lago existem milhares, dezenas de milhares delas, como você pode ver. Mas nos oceanos, elas são maiores – muito maiores.

De onde é que metano vem?

O gás metano vem das folhas (e árvores e erva e até animais mortos) que caem na água, onde vão para o fundo e são mastigados por bactérias que cagam metano, produzindo aquele cheiro familiar a “gás de pântano”. Alguns gás é muito mais antigo, espremido de antigos oceanos ou de lá muito em baixo, perto do manto da Terra. Quando esse metano mais antigo sobe à superfície e esbarra em lagos ou água do mar congelados, funde-se numa substância branca chamada hidrato de metano, uma rocha branca pastosa. Enquanto estiver congelado no fundo do lago, o gás está preso, mas quando aquece, o gás silva para fora da rocha ou lama, formando estas bolhas tipo candeeiro de lava que flutuam em colunas de seis, sete, dez pés (3 metros), como estas …

Colunas de metano
Hidratos de metano são como uma rocha branca pastosa. Enquanto estiver congelado no fundo do lago, o gás está preso, mas quando aquece, o gás silva para fora da rocha ou lama, formando estas bolhas tipo candeeiro de lava que flutuam em colunas vários metros, como estas …

Quando essas bolhas alcançam a superfície, o que acontece? Nada que se possa ver, mas quando Katey Walter Anthony, professora de ecologia da Universidade de Alaska Fairbanks, leva os seus alunos para os lagos do Alasca, ela despeja um pouco de água quente sobre o gelo para derreter um buraco; então ela pega em… acho que é um isqueiro de butano, não tenho certeza, e neste vídeo você vai vê-la estalar alguma coisa, e então … Zuux! Os pais não deviam olhar. Mas é muito louco ..,

Há milhares de lagos no Alasca, Canadá, Escandinávia e Sibéria. As temperaturas no Ártico têm aquecido muito mais rápido do que as temperaturas mais perto do equador, o que significa que o permafrost (camada de gelo permanente) por baixo está a derreter e produzir mais emissões de metano. O metano é um gás de efeito estufa; quando entra na atmosfera capta um pouco da luz do sol que reflecte para fora da Terra, detém esse calor e aquece-nos. Muita metano no céu significa que aqueceremos mais rápido; não é bom.

Mas borbulhantes como os lagos estão, podem não ser o nosso maior problema.

Não são panquecas azuis, são bolhas de metano.
Bolhas de metano gigantescas existem. Não nos lagos, mas no Oceano Ártico.

Olhe para qualquer uma destas pequenas panquecas presas no lago, e agora imagine uma com 900 metros de largura – quase um quilómetro de diâmetro. Bolhas de metano gigantescas existem. Não nos lagos, mas no Oceano Ártico. Nunca ninguém as tinha visto tão grandes, ou medido, até um par de Verões atrás um pesquisador russo Igor Semiletov e a sua esposa Nadia, trabalhando com uma equipe americana, encontraram mais de uma centena delas numa pequena parte do mar do Ártico ao largo da Sibéria.

Bolhas de Metano Enormes Encontradas ao Largo da Sibéria

“Estes são campos de metano numa escala nunca antes vista”, relatou ele. “Numa área muito pequena, menos de 3000 quilómetros quadrados, contámos mais de 100 fontes, ou estruturas semelhantes a tochas, a borbulharem através da coluna de água.”, disse ele.

plumas de metano
Campos de metano com fontes ou estruturas semelhantes a tochas, também conhecidas por plumas, a borbulharem através da coluna de água.

Multiplique essas descobertas ao longo do Ártico e temos um problema óbvio. Se todo esse metano extra continua a escapar, vai aquecer ainda mais o ar, o qual vai aquecer ainda mais os oceanos, que vai derreter ainda mais os fundos, o que irá libertar ainda mais metano, o que vai aquecer o ar ainda mais, e então estamos em apuros. Mas como apenas recentemente descobrimos essas plumas de metano de grandes dimensões no mar, não sabemos se elas são realmente bolhas extra, ou comuns. Serão elas um fenómeno do aquecimento global? Ou terão estado a arrotar durante milhares de anos? Natalia Shakhova, uma cientista do Centro Internacional de Pesquisa do Ártico da Universidade do Alasca, acha que podem ser recentes ou relativamente recentes.

“A concentração de metano na atmosfera”, disse ela ao The Independent [Londres] ” aumentou até três vezes mais nos últimos dois séculos, de 0,7 partes por milhão para 1,7 ppm, e no Ártico para 1,9 ppm. Isso é um aumento enorme, entre duas a três vezes, e isso nunca aconteceu na história do planeta”, diz ela. O cientista Igor Dmitrenko, secundado pelo blogueiro do New York Times, Andy Revkin, não têm tanta certeza. A evidência, dizem eles, sugere que essas bolhas andam por aí há 6.000 anos. Ninguém sabe realmente.

Então, sim, nós temos algo novo com que nos preocupar. O metano não fica no céu tanto tempo quanto o CO2, mas enquanto lá em cima, é um gás de efeito estufa potente. (É também um combustível mais limpo, mais barato do que o carvão, logo tem os seus fãs, para não falar a sua beleza extraordinária quando congelado).

A beleza extraordinária do metano... quando congelado.
A beleza extraordinária do metano… quando congelado.

Traduzido do original ‘Pale Blue Blobs Invade, Freeze, Then Vanish’, por Robert Krulwich
Nenhum poluente jamais pareceu tão encantador. Se eu fosse um lindo pedaço de carvão, uma gota de óleo brilhante, ou um pedaço de charmoso de betume, uma espreitadela às ‘fotos lindas de Emmanuel Coupe Kalomiris e eu me esconderia debaixo da minha almofada. O metano é assustador, mas quando está congelado, é tão atraente!

Correntes Quentes Invadem o Ártico Pela Primeira Vez em Milhares de Anos

Correntes Quentes Invadem o Ártico Pela Primeira Vez em Milhares de Anos
Águas, correntes, quentes, invadem o Ártico. Metano ameaça de extinção
Correntes quentes invadem o Ártico pela primeira vez em milhares de anos, pelo Estreito de Bering, vinda do Atlântico Norte e Pacífico, o que ameaça derreter ainda mais o gelo e os hidratos de metano que ameaçam a humanidade de extinção.

Pela primeira vez em milhares de anos, águas quentes estão a fluir para o Oceano Ártico. Água quente do fundo do oceano está a aparecer nas imagens de superfície. Não há modo de colocar isto no contexto do “normal”. Temperaturas ao longo da história mantiveram o Ártico congelado num balanço equilibrado durante milhares de anos. Mesmo que houvesse um “ciclo natural” foi completamente atropelado pela quantidade enorme de poluição que está a ir para a atmosfera.

Mais de 90% do desequilibrio energético da Terra tem ido para os oceanos, quase desapercebido pelas pessoas que monitorizam as temperaturas na atmosfera. O oceano aquecido está a atravessar o Estreito de Bering e a entrar no Mar de Chukchi, Mar de Barents, Mar Siberiano Oriental, e pior que tudo, no Mar de Laptev.

Existem concentrações de hidratos de metano em todas estas áreas, a uma profundidade de 1,500 milhas (2400 Km) ao longo de milhas e milhas de leito marinho. Existem fracturas ali que dão ao manto de metano uma via para chegar à superfície a qual tem estado selada pelo gelo de forma segura.

Os hidratos de metano e o gelo estão a derreter

Este artigo foi traduzido do original “For the first time in thousands of years, warm water is flowing into the Arctic Ocean – ‘There is no way to put this into the context of ‘normal'”  o qual faz referência ao blogue Arctic News (Notícias do Ártico) desenvolvido com o contributo de 23 cientistas e jornalistas, entre eles o autor do artigo referido, Harold Hensel.
Referências da wikipédia ao Estreito de BeringMar de Chukchi, Mar de Barents, Mar Siberiano Oriental, e Mar de Laptev foram adicionadas para facilitar a contextualização geográfica ao leitor.