Pela primeira vez na história os humanos estão em posição de destruir os prospectos para uma existência decente e a maioria da vida. O ritmo de destruição das espécies hoje é perto do mesmo de há 65 milhões de anos, quando uma catástrofe maior, presumivelmente um asteróide enorme, acabou com a era dos dinossauros abrindo caminho para os mamíferos proliferarem. A diferença é que hoje nós somos o asteróide e o caminho vai provavelmente ser aberto para os escaravelhos e bactérias quando tivermos concluído o nosso trabalho.
Pela primeira vez na história os humanos estão em posição de destruir os prospectos para uma existência decente e a maioria da vida. O ritmo de destruição das espécies hoje é perto do mesmo de há 65 milhões de anos, quando uma catástrofe maior, presumivelmente um asteróide enorme, acabou com a era dos dinossauros abrindo caminho para os mamíferos proliferarem. A diferença é que hoje nós somos o asteróide e o caminho vai provavelmente ser aberto para os escaravelhos e bactérias quando tivermos concluído o nosso trabalho.

Todos os dias, nas notícias, vemos evidência da extinção da humanidade a curto prazo. Vamos dar uma voltinha pelas publicações? Bem, talvez apenas a uma, por hoje, mas muito relevante!

Na página Facebook ‘End Ecocide in Europe’ acabram de publicar um artigo intitulado “Building an Ark For the Anthropocene” (Construindo uma arca para o Antropoceno) pelo New York Times. O artigo começa com “Estamos a rebolar para o Antropoceno, a sexta extinção em massa na história do planeta…” e continua fazendo referência a um estudo publicado na ‘Science’ que conclui que “as espécies estão a desaparecer 1000 vezes mais rápido do que o ritmo em que se extinguem naturalmente.” Este quadro dá-nos pausa; é triste e desesperante. Mas não é a razão porque este artigo mostra evidência de que nos vamos extinguir a curto prazo. É que logo a seguir continua “…condições meteorológicas extremas pelas alterações climáticas causam ainda mais danos. Em 2100, investigadores dizem, entre um terço e metade as espécies da Terra poderiam ser aniquiladas.” 2100!? Aí é que está a evidência! Tudo o que tem a ver com previsões de consequências do aquecimento global está a falar em 2100, uma data que não diz muito a ninguém que ainda esteja vivo hoje pois muito provavelmente já não estará cá. E é assim que se mostra preocupação pelo aquecimento global e se mantém a confiança das massas quando na realidade nem faz parte dos nossos planos principais e ninguém se vai apressar nas verdadeiras medidas para resolvê-lo (desligar o botão do CO2 e colocar energias renováveis e que tendem para custo zero em todo o lado) quando se fala numa data em que quase ninguém dos que cá andam hoje vai estar vivo nessa altura. E é por isso que nos vamos extinguir; não tanto pelo CO2, pois é de fácil resolução, mas pela distorção político-económica, que essa sim é difícil de abandonar. O gelo do Ártico levou uma tareia em 2012 e estava a cair a pique de tal modo que estávamos a prever vê-lo desaparecer pela primeira vez já em Setembro de 2015. Mas foi uma sorte que este ano não tivemos El Niño e muito do calor absorvido pelo planeta ficou nos oceanos Atlântico e Pacífico e a curva de degelo do Ártico aliviou um bocadinho. Bem, uma sorte talvez não, pois o calor acumulado ainda está lá e a acidificação do oceano é outro problema. Agora é previsto o Ártico desaparecer lá para 2018. Digam-me que as consequências de o Ártico ficar sem gelo devem focar-se no ano de 2100? O que é que se passa aqui então? Porque é que estes artigos focam todos estudos que referem a data de 2100 como referência de prognósticos? Que nos interessa ouvir dizer que talvez mais de metade das espécies vão desaparecer no final do século com um aumento de temperatura na ordem dos 6ºC se já daqui a 30 anos com um aumento de 3ºC já poderemos cá não estar (pois com um aumento de 0,85 que atingimos hoje, os oceanos e florestas estão a passar de absorventes de carbono a libertadores de carbono [1] e [2], para não falar no metano)? Não vêm o ridículo? o quanto a política é motivada por posse, estatuto e poder e está desalinhada das leis naturais? não vêm o mecanismo que nos está a levar à extinção? Não é fácil, eu sei, especialmente se andas a ver muita televisão ultimamente, mas vamos tentar. Talvez o artigo tenha algo mais para nos dizer…

“Como resultado, os esforços para proteger espécies estão a aumentar quando governos, cientistas e ONGs tentam construir uma versão da Arca de Noé.” Esta arca tem um sentido figurativo, segundo o artigo, e em vez de um barco trata-se de uma “manta de abordagens de remendos, incluindo migração assistida, bancos de sementes e novas zonas de preservação e corredores de passagem baseados em onde é que as espécies deverão emigrar enquanto os níveis do mar sobem e as fontes de alimento se esgotam.” Quando se fala abertamente em remendar a Natureza ao invés de resolver a verdadeira causa do problema, é sinal que a distorção humana foi abraçada com naturalidade. E é aí que está outra evidência de que nada se vai resolver e da certeza da nossa extinção. O artigo diz que esta é uma iniciativa do Plataforma Intergovernamental para a Biodiversidade e Serviços de Ecosistema, fundada em 2012 por governos de 121 países. E então tudo faz mais sentido. “Trabalho de remendos” é algo típico de governos e o modelo de análise usado por governos, já sabemos, é o político, não o científico; foca-se em discursos e iniciativas com fachadas bonitas e no crescimento da economia, onde datas como 2100 dão imenso tempo para continuarem a investir em guerras, combustíveis fósseis e estratégia geopolítica de controle de outros países através da “Globalização”. Tudo o que mete “Painéis Intergovernamentais…” cheira mal. O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) é acusado por cientistas climáticos veteranos (alguns dos quais anteriormente fizeram parte desse mesmo painel) de terem “projecções muito erradas e até o seu pior cenário (previsão) ser muito irreal pois não têm em conta o que está a acontecer no Ártico”, disse um destes cientistas, John Nissen, presidente do Arctic Methane Emergency Group. Ele acrescenta que estes cenários estão muito fora da zona de comforto do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que eles trabalham na base de que as coisas vão levar 100 anos para acontecer e isso parece perverter a sua análise. Artigos que apresentam cenários mais extremos, preocupantes, não são publicados e há um ciclo vicioso de supressão embutido nos procedimentos do IPCC, disse John Nissen. “Lembrem-se que é uma organização INTERGOVERNAMENTAL”, acrescentou ele., nesta entrevista.

Quando colocar painéis solares em cada telhado de todas as casas existentes teria um custo e seria um esforço que nem é merecedor da palavra “esforço” quando comparado com o dinheiro, energia e recursos despendidos no consumo cíclico e obsolescência planeada para manter a economia a funcionar, assim como no perpetuar do status quo e de indústrias monopolizadas que são completamente desnecessárias à sobrevivência e sustentabilidade do planeta (Cowspiracy, a conspiração da vaca, se quiserem, é outro documentário merecedor da vossa atenção, e pode ser visto aqui) para não falar do investimento na guerra e competição geopolítica de todos os dias… torna-se claro que a questão não é “Temos dinheiro para fazer isso?”, apesar de que sim, mesmo neste sistema “económico”, (ou devíamos antes dizer “antieconómico”) temos; mas sim “Temos os recursos e o conhecimento técnico?”; e a resposta é óbvia. Como Douglas Mallette explica tão bem neste vídeo, se conseguimos fornecer energia, abrigo, comida, ar limpo e todas as necessidades básicas aos astronautas numa estação espacial, por que raio não o conseguimos fazer a todas as pessoas aqui na Terra?

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3 thoughts on “Todos os Dias nas Notícias Vemos Evidência da Extinção Humana a Curto Prazo

  1. Não!.. não está a dar a volta, porque o processo tornou-se irreversível; tendo o consumo das energias ainda existentes, entrando em aceleração, puxadas pelo consumismo nos países emergentes, o que torna a sua escassez mais que provável dentro de 30 anos, o que levará ao fim da nossa civilização industrial, onde as consequências nos podem conduzir ao fim da nossa espécie. J. Vitorino – Jornalista – Astrónomo Amador

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    1. Outra situação que aponta para a extinção humana em pouco tempo:
      O metano que se liberta neste momento em grandes quantidades da permafrost no Ártico está a causar aquecimento por efeito de estufa e de forma imediata (o CO2 pode demorar até 40 anos a revelar o efeito de estufa na atmosfera, ao contrário do metano), o que faz derreter mais gelo e assim libertar mais metano da permafrost e do fundo do oceano. Este ciclo de feedback poderá levar a um aumento da temperatura no planeta mais rápido do que as espécies e poderão adaptar, e assim à extinção humana. Tal verificou-se no passado e temos registos paleoclimáticos. Se não for por desastre nuclear será pelo aquecimento global.
      https://aquecimentoglobaldescontrolado.wordpress.com/2014/11/02/os-ceticos-do-metano-e-da-extincao-o-novo-desafio-das-alteracoes-climaticas/

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